10 jul Juro do consignado CLT terá teto menor, garante ministro da Fazenda: “Reduziremos ainda mais”
Juro do consignado CLT terá teto menor, garante ministro da Fazenda: “Reduziremos ainda mais”
O empréstimo com desconto direto no salário teve taxa livre por um ano, o que permitiu abuso de financeiras.
O governo federal pretende reduzir mais o teto de juro do consignado CLT nos próximos meses, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao ser questionado na entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, sobre as taxas elevadas. O Crédito ao Trabalhador, com desconto das prestações no salário, foi criado pelo governo federal no ano passado sem limite de juro. A concorrência esperada não funcionou e bancos e financeiras cobraram taxas abusivas, chegando a 30% ao mês. Em abril, uma resolução determinou que o teto fosse a média dos últimos três meses e limitou as taxas extras em até 1%.
— Hoje está em 4,39% se não me engano. É alto, mas não vamos admitir acima disso. A depender da média dos próximos meses, vamos reduzir ainda mais esse limite mensal – garantiu Durigan.
No final de junho, o governo federal implementou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para suporte ao consignado CLT. O trabalhador passou a poder destinar 35% das verbas rescisórias em caso de saída do emprego, 100% da multa do FGTS e 10% do saldo no fundo. No empréstimo via aplicativo da carteira de trabalho (CTPS Digital), a garantia cobrirá até 100% do valor. No tomado direto com o banco, o teto é de 50%. E importante: a taxa de juro será limitada também a 1,99% e o custo efetivo total (CET) não pode superar 1%, ou seja, sem farra de penduricalhos.
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